Ao ler o evangelho deste Domingo, como todas as outras passagens da Paixão de Jesus, muitas vezes me perguntei (e Lhe perguntei): PORQUÊ?...
Porquê tanta injustiça e tanto escárnio? Porquê tanta violência, tanta humilhação, tanto ódio? Porquê tanta cobardia, tanto medo?... E, ao mesmo tempo, porquê tanto silêncio, tanta paciência, tanta coragem, tanto amor?...
Diante dos sofrimentos a que assistimos todos os dias, face aos nossos próprios sofrimentos, perante a dor daqueles que amamos, também perguntamos, certamente: PORQUÊ?...
E quando aqueles que não têm fé, nos põem a questão, ficamos muito atrapalhados... Não há respostas. Não há respostas perante catástrofes naturais ou acidentes; não há respostas para doenças incuráveis, nem para crianças ou idosos maltratados, nem para gente que não tem tecto nem pão, nem para quem está preso injustamente ou para quem vive oprimido, humilhado ou sozinho. Não há respostas para as guerras e para tudo o que elas provocam. Podemos procurar encontrar culpados, podemos pôr as culpas em Deus, dizendo que Ele que permite o sofrimento e que não faz nada...
Ou podemos dialogar estas coisas com Ele. Talvez não cheguemos nunca a compreender, talvez não encontremos nunca as respostas que pretendíamos, talvez fiquemos com um eterno “porquê?”. Mas aprendemos a ver os acontecimentos e as situações com os olhos d'Ele. E isso faz toda a diferença!
Quem, como Jesus, para nos ensinar a enfrentar e a viver o sofrimento?...
Basta lermos o evangelho de hoje para vermos que Ele é um MESTRE nessa área!
Tal como os discípulos foram aprendendo com Ele o que era viver, estar atento aos outros, servir, amar, rezar, assim aprenderam com certeza o que é sofrer, morrer, entregar-se nas mãos do Pai.
E aprenderam, porquê? Porque estavam junto d'Ele. Porque estiveram com Ele, quando Ele pregou às multidões e quando fez milagres, quando andava pelas aldeias e quando subiu a Jerusalém. A Bíblia fala-nos em particular da fidelidade de um, que ficou junto à cruz, até ao fim: João, “o que Jesus amava”, o seu amigo mais íntimo, aquele que, nesse momento último, Ele confiou à Mãe e a quem entregou a Mãe. (continuem a ler o texto no caderno que vos entregamos)
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