Muitos males da nossa época resultam de que não gastamos tempo em estar connosco mesmos, com os outros homens e com a natureza.
Os homens possuem a capacidade de pensar, mas não têm tempo de exercitar o pensamento.
Poderiam pesar com sossego no seu coração as palavras, os gestos e os acontecimentos: crescer por dentro. Mas falta-lhes tempo.
Seriam capazes de trocar sorrisos e de se ajudarem, de fazerem amigos, mas dedicam-se a outras coisas.
Os homens correm.
Meteram-lhes na cabeça que tinham de produzir. Forçam-nos a produzir. Talvez suceda que para sobreviver neste género de sociedade se torne necessário correr…
Mas ninguém repara em que aquilo que estes homens-que-correm produzem é cada vez menos… humano? (De resto, mal acontece um pequeno progresso tecnológico são despedidos milhares deles, porque aquilo que faziam são coisas que uma máquina pode fazer). Acontece que esta descida de nível se nota nas leis, nos livros, nas canções…
Inventou-se o computador. E chegámos a pensar que teríamos mais tempo para viver, pois faríamos mais depressa os mesmos trabalhos. Mas não: o tempo que se poupou foi imediatamente aplicado em produzir mais…
Outrora, o homem tinha o seu pequeno reino – talvez pobre – onde era senhor. Crescia por dentro, dono de ser quem era, domando uma terra que lhe resistia, amparando-se em quem tinha ao lado, forjando laços, acariciando cordeiros e oliveiras, ouvindo Deus no vento, aquecendo-se ao fogo do lar.
E fazia canções e danças. E eram cheios de sentido as festas e os Domingos e as palavras.
O homem não é agora de lugar nenhum. Não tem ligação à terra. Não vive com os outros. Cria e quebra laços com a facilidade resultante de esses laços não terem chegado a ser exactamente laços, por lhes faltar conteúdo. É superficial em tudo. Corre…
É uma peça dentro de uma engrenagem que não é humana. Não tem o seu reino. É, antes, forçado a buscar emprego como quem pede esmola. Será substituído ou eliminado – como agora pretendem com a eutanásia - assim que deixar de ser produtivo.
Trocou o seu senhorio por meia dúzia de atractivas comodidades, oferecidas por quem lhe chupou o suco. Disse qual era o seu preço e vendeu-se.
Esvaziou-se. E ao esvaziar-se perdeu o sentido de todas as coisas. Transformou o Natal em festa da família, e a família em antro de egoísmos. Do amor guardou apenas o prazer, desconhecendo agora que coisa seja amar. E, por ter perdido o amor, olha baralhado para si mesmo e pergunta pelo sentido da vida.
Mas o homem tem também a capacidade grande de analisar e de escolher. O homem não é um rio: pode regressar a lugares que ficaram atrás e apanhar do chão qualquer coisa que deixou esquecida à beira da estrada.
Se voltarmos a entrar dentro de nós mesmos, é certo que teremos de novo as cores de antigamente. É certo que se abrirão caminhos de que já não nos lembramos.
Não podemos mudar tudo de um dia para o outro, mas há passos que podemos dar. Podemos cortar naquilo que no trabalho é exagerado, prescindir de certas comodidades (depressa compreenderemos que não nos eram necessárias), forçar-nos a tempos de sossego connosco mesmos, com os que amamos, com a natureza. Calar a televisão. Podemos descobrir o silêncio e tudo o que ele tem para nos dar. Podemos ler. E dar um passeio – só com o objectivo de passear – embora nas primeiras vezes nos sintamos a gastar tempo inutilmente.
E podemos experimentar a sério ouvir os outros. Ouvi-los mesmo, com interesse verdadeiro em saber o que têm dentro, como quando namorávamos e cada palavra tinha a importância de um monumento.
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Oração Jovem
Senhor, somos jovens de vários cantos e encantos. Nos nossos rostos a história de dores, alegrias, desafios e esperanças. Sonhamos com a Civilização do Amor, onde a justiça, a solidariedade e a paz sejam vivenciadas intensamente. Queremos caminhar guiados pelo vosso poder, amor e sabedoria, colocando todo o nosso potencial a serviço da vida e da esperança. Nós jovens acreditamos na força do diálogo, da verdade, da justiça, da partilha, da união e da felicidade. Pedimos o Dom do discernimento para que sejamos protagonistas da nossa caminhada. Dai-nos a lucidez crítica e a verdadeira liberdade; O testemunho coerente e a audácia; A criatividade em festa e a esperança utópica. Que, através dos nossos grupos de jovens, consigamos articular todas as forças vivas diante dos novos questionamentos e desafios, transformando a nossa realidade e recriando um Novo Céu e uma Nova Terra. Amén.
Padre Abílio
Actividades de Verão
Fogo de Artifício na Ria - 5 de Setembro
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Cancioneiro
Catequese - Desafio de viver
Catequese 0 - Projecto de vida - introdução e acolhimento
Catequese 1 - Viver. Para Quê?
Catequese 2 - O Essencial é Amar
Catequese 3 - Ser Pessoa Livre
Catequese 4 - Ser Pessoa Crente
Catequese 5 - Uma Prenda de Deus...
Catequese 6 - Um Projecto de Vida: As 10 Palavras
Catequese 7 - A Ousadia de Amar a Deus
Catequese 8 - Amar os Pais
Catequese 9 - Amar a Vida
Catequese 10 - Viver (n)o Amor
Catequese 11 - Páscoa: Viver a Vida Nova
Catequese 12 - Viver (n)a Justiça e (n)a Verdade
Catequese 13 - Escolher a Esperança
Catequese 14 - Creio na Vida Eterna
Catequese 15 - Pentecostes - o Dom do Espírito
Catequese - Para Guardar na Memória e no Coração
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Ano Sacerdotal
São João Maria Vianney, patrono dos sacerdotes, simples e pobre, conheceu dificuldades e descriminações, mas permaneceu firme e superou os desafios, viveu com intensidade e plenitude, acolheu os pobres, confiou no AMOR de Deus, que o auxiliou no caminho. Inspirando-nos primeiramente em Jesus Cristo e no Patrono vamos rezar pelo Padre Abílio e por todos os padres do mundo.
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